Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

NATÁLIA
A me arrebatar de vez
Veio rasteira, de fronte
Manancial a deslizar
Agigantou-se.

Leda maestrina dos meus versos
Trouxe-me alento
Átimo em existência ávida
Logo, aportou!

Castrou azinhagas ceifadas
Notório sol matinal se fez de beleza
Nutriu veredas com méis almiscarados
Regozijou-me.

Cativou-me, enriqueceu de júbilo o "eu" magoado
Aproximou peito meu da epopeia cálida
De posse e de direito, aturdiu-me.

Notas aclamadas da glória impensante e cética do ser
Sereno manso a acalentar súdito componente
Navegando pérolas por passagens estreitas - labaredas.

Prestou-se a me fitar
Prezou-me em enlaçar com roxas fitas, o arcabouço lépido do sentir
Enternecido, supervalorizado!

Tons rosáceos na sucessão do pores...
Por piscares de auras
Por rolagens de escada
Pelas picardias ardilosas da vida a seis:
Duas almas, dois corações e dois aprendizes estarrecidos
Embasbacados com o supremo poder do amor!

Qual a rosa?
Natália!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 22/09/2016
Alterado em 22/09/2016
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